Com o final do ano, em pleno Inverno e dias cinzentos, começam a surgir os primeiros apontamentos de cor com a cruise collection. É certo que nesta altura muitas pessoas viajam para destinos de neve, mas outras optam pelo clima tropical. Mesmo para quem não viaja, é tempo de colorir um pouco o guarda-roupa carregado de tons escuros ou terra que caracterizam estes meses frios.
Como o Natal está à porta e a procura da prenda perfeita invade os consumidores, as marcas apostam tudo na cruise collection. Para mim, são como o miminho do culminar de um ano. Cores, brilhos, tecidos nobres, padrões, desenhos, é uma explosão de alegria numa coleção só!
Hoje mostro-vos um pouco da cruise collection da Prada que optou pelos padrões e desenhos que lembram os dias quentes (talvez para quem vá viajar ou simplesmente para quem tem saudades do Verão).
Deixo-vos com alguns artigos de acessórios disponíveis para venda online para Portugal da Prada e o vídeo da campanha publicitária.
Estão por todo o lado! São os monstrinhos felpudos, completamente adoráveis e irresistíveis, que a Fendi adicionou aos seus acessórios com uma edição especial nesta quadra natalícia. Primam pela originalidade e o toque extra que trazem aos artigos.
Estes monstrinhos foram introduzidos na coleção de Outono/Inverno de 2013, mas ganham relevo na cruise collection 2014, disponível desde Novembro.
A Fendi é uma marca de luxo com mais de 80 anos de história, que representa a mulher moderna e elegante. É conhecida pelas suas criações em pêlo, com o extra luxuoso que associamos a este material, desde a roupa aos acessórios. Carla Fendi, uma das cinco irmãs Fendi, disse à impressa que sempre acreditaram no pêlo, utilizando-o de formas não convencionais. É um facto inquestionável que o público feminino tem vindo a testemunhar ao longo das sucessivas maravilhosas coleções que chegam até nós.
Neste Natal, as bag bugs são as verdadeiras protagonistas. O único inconveniente é o elevado preço (desde 1400 euros). Mas se o Pai Natal for bastante generoso, pode adquiri-las na net-a-porter.
Deixo-vos com a imagem destes artigos e um vídeo da coleção das bag bugs.
Para quem desconhece, a sexta é dedicada a uma marca portuguesa. Confesso que é das publicações que me dá mais prazer escrever, pois apenas partilho com as leitoras artigos que realmente gosto.
Estou completamente derretida com a minha clutch da Closet Fruits. De tamanho ideal, fácil de agarrar e com as aplicações que lembram verdadeiras jóias, torna-se o complemento perfeito do seu outfit diário e, claro, também noturno (não faço uma clara barreira entre estes dois momentos). Depois de adquirir uma, não vai querer trocar de carteira nos próximos tempos!
Em conversa com Ana Barbosa, de 32 anos, responsável pela marca, descobrimos como tudo começou. No início deste ano, após uma formação de Styling e Consultoria de Imagem, Ana decidiu dar os primeiros passos no mundo da moda (talvez não os primeiros, pois é fashion blogger há mais tempo). A sua tendência natural para a criação impulsionou-a registar a Closet Fruits.
O primeiro lançamento com as clutches surge
pela necessidade pessoal de aperfeiçoar os produtos que até então, para si, apresentavam algumas lacunas. Salienta-nos o carinho que deposita na elaboração de cada peça. Provavelmente este será o maior
segredo da Closet Fruits! No final, fica o suspense no ar, conta-nos que irão surgir muitas novidades!!!
Para mim, um dos pontos mais importantes é que cada artigo pode ser personalizado, sendo único e à sua medida.
O carinho que a jovem artista refere estar por detrás da confeção de cada carteira, percebe-se quando a recebemos. Há qualquer coisa que não conseguimos descrever, mas que nos afeiçoa à peça.
Obrigada, Ana, pela extrema simpatia e a criação da minha maravilhosa clutch.
Deixo-vos com algumas imagens e o video de apresentação da marca.
A querida Ana Barbosa na 33ª edição do Portugal Fashion
Como é habitual nas quintas, hoje a publicação é dedicada a um artigo de luxo intemporal - a carteira Lady Dior.
Feminina, de design simples e com elegância q.b. é um dos acessórios mais cobiçados no mundo da moda e cinema. Quem viu a série Gossip Girl, rapidamente associa este artigo à personagem Blair Waldorf (Leighton Meester) que aparece em vários episódios com modelos diferentes. Difícil é escolher o mais bonito!
Christian Dior (CD) contou à imprensa que aos 14 anos, numa feira popular, uma vidente ao ler-lhe a sina anunciou que iria perder toda a herança de família, forçando-o a trabalhar, mas recuperia a sua fortuna com as mulheres e muitas viagens. Não poderia ser mais certo! Em 1947, fundou a marca com o próprio nome, que invocava a esperança, alegria e loucura de um mundo a recuperar da Segunda Guerra.
As primeiras referências da carteira Lady Dior remotam o ano de 1995, quando a primeira dama francesa Bernadette Jacques Chirac ofereceu um modelo à princesa Diana. A fama e o sucesso posteriores tornaram este artigo num icon de moda reconhecido e desejado pelo público feminino.
De coleção para coleção surjem em tons, padrões e materiais diferentes sem nunca perder a elegância que lhe está associada.
Deixo-vos com alguns modelos e o video de apresentação da exposição Lady Dior As Seen By que esteve presente em Hong Kong de 11 a 23 de Setembro deste ano.
As clutch de Alexander McQueen, absolutamente lindas, são autênticas jóias, com o fecho preparado para colocar os dedos como se fossem anéis decorados com a famosa caveira imagem da marca e cristais da swarovski.
Fazem o apontamento perfeito de um outfit noturno ou de cerimónia, mas se tiver com um look mais clássico e simples pode trazer a alegria extra à sua endomentária de dia (pessoalmente adoro usar uma clutch durante o dia).
Alexander McQueen, estilista britânico de alta costura (com registo na casa Givenchy) fundou a sua própria marca em 1992, sendo conhecido pela sua controvérsia e rebeldia que lhe reconheceram o apelido de "l'enfant terrible". A sua primeira coleção exalta esses princípios, nomeadamente o título: "Jack the Ripper Stalks His Victims.” As criações estão carregadas de drama e extravagância e assentam nos contrastes entre o moderno e o clássico, o frágil e o forte, o intenso e o suave. O turbilhão e exaustão do trabalho, contribuíram para que em 2010, com apenas 40 anos, se suicidasse, uma semana após o falecimento da mãe por cancro.
Deixo-vos com algumas das clutchs disponíveis no site da marca e na Linda Mendes.
Hoje, como é habitual nas quintas, vamos fazer uma curta viagem até mais um artigo de uma marca de luxo.
No início dos anos vinte, Guccio Gucci, emigrante em Paris e posteriormente em Londres, trabalhava em hóteis requintados e sentia-se impressionado pelas malas de luxo dos hóspedes.
Em 1920, quando regressou à sua terra natal, Florença, cidade rica em materiais e artesãos experientes, abriu uma loja de carteiras de estilo clássico, mas de alta qualidade. O sucesso da sua marca rapidamente se espalhou por várias cidades italianas e mais tarde europeias.
Apenas 27 anos depois surgiu a primeira carteira com a pega de mão em bamboo. Adorada pelo público, começaram a adicionar este material a outros acessórios.
Hoje, apesar de existirem outras marcas que utilizam o bamboo, associamos à Gucci. Traz um toque exótico aos modelos clássicos, tornando-os diferentes e ainda mais desejados!
Deixo-vos com algumas carteiras desta coleção com a pega em bamboo e uma sugestão de outfit.
Voltando aos clássicos da moda, a Louis Vuitton (LV) está certamente no topo da lista. Conhecemos bem as malas, carteiras e acessórios desta marca que tanto nos fazem suspirar e sonhar! Aparecem em filmes, desfiles e muita publicidade, não há dúvida, são um icon de luxo.
LV foi fundada em 1854 pelo seu criador que deu o nome à marca, em Paris (a cidade do amor que tantas vezes é retratada nas suas campanhas). No início dedicava-se à construção de baús de viagem para clientes com pedidos especiais - p. e. um baú que se transformava numa cama, outro flutuante para os praticantes de balonismo pelo risco de cair ao mar.
Pouco tempo depois, começou a criar também este tipo de malas que se adaptavam aos porões dos navios e ao empilhamento nos comboios. Os materiais robustos (madeira, zinco, cobre, pele e lonas impermeáveis) faziam com que as roupas e os acessórios das senhoras chegassem ao destino em perfeita arrumação. Pelo rápido sucesso, começaram a surgir as primeiras imitações.
No sentido a afirmar a originalidade da marca, em 1896, o filho de LV, Georges Vuitton começou a marcar as suas peças com o tradicional monograma LV em tons ocre e café, passando de geração em geração como uma constante.
Apenas em 1997, LV introduziu o vestuário feminino com as criações de Marc Jacobs que levaram a marca a outro nível. O estilista liderou o projeto durante 16 anos e fez o seu último desfile a 2 de Outubro deste ano (o contrato não foi renovado), na semana de moda de Paris (apresentação coleção Primavera/Verão 2014). Com a sua saída, surgem muitas incertezas no rumo da LV...